Sete mitos sobre o uso do LinkedIn para encontrar um novo emprego

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

O LinkedIn tem atraído cada vez mais pessoas em todo o mundo, por conta da promessa de ser a maior rede de contatos profissionais na internet e, portanto, facilitar a recolocação no mercado de trabalho. E a consultora em carreiras Kathy Caprino, que já escreveu diversos livros sobre o assunto, considera que o site tem cumprido muito bem esse papel.

linkedin

“Você tem a chance de se conectar com pessoas com interesses comuns que, de outra forma, nunca teria oportunidade de conhecer”, aponta Kathy. “Mas, depois de dois anos usando o LinkedIn várias horas por dia – e após aconselhar outras pessoas sobre como construir uma imagem profissional na rede -, eu tenho testemunhado algumas visões distorcidas”, cita a executiva, em um artigo divulgado na Forbes. Segundo ela, muitos indivíduos se enganam em relação às expectativas do que é realmente possível conseguir com essa rede social.

Com base nessa situação, a consultora elencou os sete mitos sobre o LinkedIn, em especial, para quem busca um novo emprego.

Mito 1: O LinkedIn garantirá um emprego

Kathy explica que as pessoas podem procurar vagas abertas no LinkedIn e se candidatar a elas pela rede social. Ou, ainda, os profissionais têm a chance de buscar ajuda de contatos virtuais para que eles os indiquem a uma determinada oportunidade de trabalho. “Mas essas etapas não vão garantir um emprego”, avisa.

A consultora destaca que para conquistar um potencial recrutador, os profissionais precisam de muito mais do que um simples perfil na rede social ou a indicação de alguém que esteja no LinkedIn. As pessoas precisam convencer os recrutadores de sua capacidade, o que depende de questões que vão além da internet, como capacitação, talento, experiência, entre outros.

Mito 2: O LinkedIn vai substituir os recrutadores

Existe um medo crescente de que o LinkedIn substitua os profissionais de recursos humanos na condução do processo para busca de profissionais. No entanto, a especialista explica que isso não faz sentido, já que a rede social representa apenas um facilitador de uma das etapas: encontrar os possíveis candidatos.

Nas demais fases do processo de recrutamento e seleção de profissionais, os recrutadores tradicionais não são substituíveis. Isso porque, eles precisam selecionar os currículos mais adequados, entrevistar os possíveis candidatos e fazer toda a comunicação de suas percepções para os contratantes. “Recrutar é um trabalho intenso, que requer competências específicas, conhecimentos e atenção”, complementa.

Mito 3: Não é necessário escrever um perfil extremamente completo no LinkedIn

As pessoas costumam pensar que escrever uma ou duas linhas sobre sua experiência profissional no LinkedIn já é suficiente. Contudo, Kathy avisa que isso representa um engano, já que os indivíduos perdem a chance de mostrar seus diferenciais e resultados. “Como recrutadora, quando eu vejo um perfil pobre, enxergo isso como uma falta de interesse da pessoa de se promover, demonstrar um comprometimento e empenho”, ressalta a consultora.

Mito 4: Quanto mais contatos, mais oportunidades vão surgir

“Como em tudo na vida, qualidade vale mais do que quantidade”, informa a especialista. Portanto, mais do que encher a rede de contatos com pessoas desconhecidas – só para demonstrar um grande networking -, os profissionais deveriam estar preocupados em se relacionar, por meio da rede social, com pessoas realmente relevantes na área em que trabalham ou que pretendem trabalhar.

Mito 5: O LinkedIn é a melhor rede social para todos os negócios e carreiras

Ao contrário do que muitos pensam, o LinkedIn não é a melhor ferramenta para todos os profissionais ou para qualquer pessoa em busca de emprego. O segredo para entender quando essa rede social é realmente adequada é analisar se ela representa o ambiente preferido de profissionais, parceiros e potenciais recrutadores em sua área de atuação. Em alguns casos, avisa a consultora, o Facebook ou o Twitter podem ser mais interessantes.

Mito 6: Quanto mais coisas eu postar na rede social, melhor

De novo, Kathy ressalta que a qualidade não supera a quantidade. Assim, antes de publicar um comentário ou abrir uma discussão no LinkedIn, os profissionais devem analisar se aquilo vai, realmente, justificar o tempo e a energia que as pessoas vão gastar para lê-lo. “Tenha certeza de que as coisas que você compartilha atendem a, pelo menos, uma dessas funções: informar, entreter, animar, ajudar os outros ou trazer algum tipo de valor”, aconselha.

Mito 7: Pessoas com muitos contatos no LinkedIn são bem-sucedidas profissionalmente

“Ter centenas (ou milhares) de conexões não significa, necessariamente, sucesso”, pontua a consultora, que acrescenta: “Isso significa apenas que o usuário gastou muito tempo e energia para construir sua rede de contatos.” Ainda segundo ela, os recrutadores não costumam atrelar volume de conexões a questões positivas sobre o desempenho dos profissionais.

Fonte: http://www.tappnews.com.br/carreira1/1087.html

Deixe uma resposta